Eu não gosto da arte.
A arte é má. Ela me pega desprevinida.
A arte é a maior ladra das minhas lágrimas
- a maior provocadora dos meus arrepios.
É. Ela mesmo. Malvada. Arte malvada.
Cinema, música, fotografia, poema, palavras, imagens, símbolos, metáforas, desenhos: tudo isso junto, ou separado, ou formando diferentes combinações.
Não dá. Toda vez acontece do mesmo jeito. Vem a arte, e pronto!
Ela aperta meu coração. Embarga a minha voz.
Minha vulnerabilidade é grande demais. E a arte sabe aproveitar dessa minha fraqueza como poucos nesse mundo. Ah, como é esperta. Sorrateira. Aparece na minha frente quando eu menos espero. Prega-me um susto.
Eu devo ter uma parcela de culpa, afinal, fico igual tonta olhando. Sentindo. Fruindo. Apreciando. Estabelecendo conexões. Sonhando. Eu já devia ter aprendido a lição e sair correndo da arte, tão logo ela se insinue a mim.
Mas não consigo.
- e lá fico eu de olhos marejados, com aquele aperto no peito.
6 pitaco(s):
belo texto!
=)
DITTO...
mas o que te fez ficar desse jeito?!
Eu sofro do mesmo problema, menina Carol. E adoro quando isso acontece =)
não sei, Pipoca. Só sei que sofro do mal. A arte é terrível. Como é má.
nhaaaaaaaa
então é assim que vc fica qdo eu to la tocando na sala???? ohhhh eu não sabiiiiia! ahahahaha
hehehehe
enfim
e meu book????
não me enrola porque eu já fiz o pagamento e quero as fotos
Lovely. Seu texto e arte. Amei.
Pois e, resolvi voltar ao Mundo Blog.
Michelle
Pois é, Ana, e no meu caso a Arte ainda tem uma "malvadeza" a mais: é feminina... Quando não encontra uma musa, torna-se ela mesma a arrebatadora. Tocar, cantar, pintar, riscar, clicar, sentir, ressentir. A arte provoca, penetra, vem e n]me deixa sem cerimônia. hehe... Mas eu gosto. Obrigado, Ana, por mais esse momento de viver.
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